| paint as comment with Blog as tag // as comment O as class // O Blog
Poesia & Programação. Nosso manifesto!
13 de setembro às 21:15

Dia do Programador

Feliz dia do programador!

| paint as normal with def as class faz as tag arte as code
def programador.faz(arte):
| paint as code
  programa, programa
| paint as normal with #programa as class && as tag dinheiro as string
  mãe, estou fazendo #programa
  por que quero &&
  por dinheiro &&
  por amor

| paint as comment
// Parabéns para todos nós
// que já cansamos
// de tentar explicar porque
// estamos fazendo programas na madrugada

| paint as normal with S.R. as tag Compilada as tag Poesia as class
//[S.R.]
//Poesia Compilada
17 de agosto às 23:27

Byte Girl, evento por Fortaleza

Byte Girl

Olá, pessoal! Então, esses dias estava buscando algumas dicas de eventos da área de TI para postar aqui no Blog, principalmente aqui pelo NE. Achei um evento super fofo que está em sua primeira e poética edição, o Byte.Girl, que tem como público alvo a comunidade tecnológica da cidade de Fortaleza.

Sua ideia principal é apresentar através de palestras, realizações de mulheres na área de TI – Tecnologia da Informação. De acordo com as organizadoras do evento, a ideia do Byte.Girl<> surgiu após perceberem os dados alarmantes na relação mulheres/mercado de TI, os quais sempre alertamos aqui pelo Poesia.

| paint as comment
    #Byte Girl

| paint as string with def as tag byte as code . and ( and ) and girl as normal
def byte.girl(motivar)
| paint as string with end as tag #{motivar} as class
"O Byte girl busca #{motivar}
    mulheres
 para seguirem
    na área de TI
 mostrando a realização
 das que já estão"
end

| paint as comment
#[S.R.]
#Poesia Compilada
#Byte Girl

Com isso, o evento que irá acontecer em 3 de Outubro de 2015, das 8h às 18h, na UNIFOR, em Fortaleza-CE, abre inscrições neste link hoje, 14, e contará com a presença das já confirmadas palestrantes : Ana Lacerda, Odecilia Barreira, Adriane Fernandes e Bárbara Brandão. Além de palestras o evento terá mesa redonda, workshop, exposições e outros momentos legais.

Outra coisa massa que descobri é quem nesse período que antecede o evento quem quiser concorrer a prêmios como canecas, camisas e outros lindos brindes pode acessar a página do evento no face e seguir os passos. (Eu já seguir e estou concorrendo, risos. ) Ah! O preço das inscrições é baratinho, R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia.

Beijos e até a próxima poesia.

[S.R.]

06 de agosto às 20:37

Devir

| paint as comment
        #Devir

| paint as normal with def as code filosofo as tag muda as class opiniao as class
def filosofo.muda(opiniao)
| paint as string with #{ and } as normal opiniao as class
"Transformando a #{opiniao}
  num fluxo ininterrupto
  em busca de uma
  lei geral do universo
            que dissolve
            que cria
            e transforma
  todas as realidades
  existentes"
| paint as code
end

| paint as comment
#[S.R.]
#Poesiacompilada
05 de agosto às 21:16

Computação é como navio pirata, só tem homem e canhão!

Delete Seu Preconceito

Logo do Delete seu Preconceito, por: Jean Carlos Oliveira Santos

Estava na minha página pelo ‘face’ quando vi que uma das minhas amigas tinha compartilhado um álbum de um projeto fotográfico que denuncia o preconceito que mulheres estudantes e profissionais das áreas de Computação e Tecnologias sofrem em seu cotidiano. Então não pensei duas vezes e comecei logo a pesquisar sobre aquela ideia fantástica e descobri que se chamava “Delete seu preconceito”. Por meio da mesma rede social consegui entrar em contato com a Prof. da UFMT e idealizadora do Projeto, a Karen Figueiredo, e perguntei se poderíamos conversar um pouco sobre a ideia do projeto e dicas até sobre eventos da área tecnológica pela UFMT. De imediato a Karen disse que sim e então, pedi que ela me passasse o contato de alguma das meninas que fazem parte do projeto e que resolveram publicar as frases que já escutaram. Com isso, junto com a Karen tive a oportunidade de conversar com a Glauce, uma aluna da Especialização em Engenharia Web e Governo Eletrônico na UFMT, que já ouviu a polêmica frase (título deste post) que anda circulando por várias páginas na net e com a Stephanie, aluna de Sistemas de Informação na UFMT. A seguir, um pouco da nossa conversa.

Poesia Compilada: Karen, por que ser uma professora, enquanto você poderia trabalhar em um empresa ou desenvolver produtos sem estar necessariamente em sala de aula?

Karen: Assim que terminei a graduação tinha a ideia de buscar por um emprego “seguro” e iniciei uma jornada de concursos enquanto descobria o cenário acadêmico fazendo o mestrado, que até então era um completo mistério para mim. Conforme o tempo foi passando, fui me apaixonando pela pós-graduação e deixando de lado as convocações que começavam a chegar para cargos de analista em órgãos públicos, sempre com a desculpa de fazer um concurso melhor depois e terminar o mestrado primeiro. Quando eu finalmente terminei o mestrado, já estava no primeiro semestre do doutorado, e recusei a convocação para um concurso do SERPRO, foi que a ficha caiu. Eu estava fazendo os concursos errados. O bicho acadêmico já tinha me mordido, rs. Eu queria poder ensinar tudo o que eu estava aprendendo, passar adiante a paixão pela Computação e continuar a fazer pesquisa científica. Eu precisava ser professora. Fiz o primeiro concurso que apareceu para a minha área (Engenharia de Software), para um estado a 3 mil quilômetros de distância de onde eu morava, deixando família e até antigo doutorado para trás, e foi assim que eu passei a fazer parte da UFMT.

Poesia Compilada: Já ouvi de várias pessoas que para entrar para a área da computação você precisa ser muito bom em Matemática, mas até que ponto seria esse ‘bom’?

Karen: Essa pergunta é difícil de responder. Nem todas as áreas da Computação vão utilizar conceitos de Matemática tão avançados na prática posteriormente, entretanto é impossível passar por um curso de graduação de Computação ou correlatas sem cursar alguma(s) disciplinas de Matemática. Então, para um aluno de computação ou alguém que pretende estudar computação, é algo que você mesmo se não gostar ou for “bom” tem de estar disposto a encarar. Estudar é investir e persistir. Não se sair bem todas as vezes é normal e até saudável para aprender a mudar estratégias de aprendizagem e buscar novas fontes de informações. Sobre a aplicabilidade da Matemática na Computação, eu diria que a Computação é uma área com espaço para todos os gostos. E hoje, mais do que nunca é uma ciência extremamente interdisciplinar (veja que o tema do CSBC de 2016 será exatamente esse: <http://ww1.inf.pucrs.br/>. Pode ter muita matemática e física, mas também psicologia, linguística etc.

Poesia Compilada: De onde veio a ideia de criar o “Delete o seu preconceito”?

Karen : A ideia do projeto foi inspirada no projeto ‘Ah, Branco, dá um tempo! ‘que por sua vez é inspirado no projeto ‘I too am Havard’. Eu já trabalhava com pesquisa de Gênero e Tecnologia na Universidade e como eu mesma vivi algumas situações de preconceito e ouvia relatos de alunas como professora, resolvi que seria uma forma bacana de dar voz a esta problemática. Resolvi adaptar os cartazes para dispositivos digitais e tentar incorporar a ideia de linguagem mista (natural e codificada) nas frases. A parte mais difícil foi conseguir que as meninas quisessem participar, pois apesar de virem relatar as situações preconceituosas para mim, muitas não tiveram coragem de tirar a foto ou desistiam no dia da foto. Algumas alegavam medo de que a frase fosse reconhecida pela pessoa que a proferiu e tinham receio de ataque.

Poesia Compilada: Acredito que uma das perguntas mais frequentes e que não podemos deixar de fazer é: você sofreu algum preconceito quando estava se graduando?

Karen: Não. Eu não sofri preconceito enquanto me graduava ou fazia cursos de pós-graduação. Mas esse é o meu cenário. Todos os meus relatos de situações preconceituosas são provenientes de algumas experiências de trabalho e principalmente de pessoas desconhecidas. Durante os meus estudos, o que aconteceu foi que eu era praticamente a única mulher da classe. Na graduação, de uma turma de 40 alunos, no último semestre só restavam eu e mais uma colega menina (não me lembro quantas meninas ingressaram) e somente eu me formei naquela turma (esta colega até concluiu o curso posteriormente). No mestrado e doutorado, o cenário era praticamente o mesmo, algumas disciplinas com 5 mulheres, mas outras com nenhuma além de mim. A falta de mulheres em sala também é ruim, pois faz a gente se sentir muito só. Faz nós mesmas questionarmos as nossas capacidades e traz a tona a carga de esteriótipos culturais que carregamos da sociedade. É preciso ter força para lidar com isso, se afirmar capaz e seguir em frente.

Poesia Compilada: Eu escrevo poesias, e gosto sempre de implantar na poesiacompilada.com algum questionamento. Então, de onde surgiu esta forma tão expressiva, poética e provocadora de publicar fotos com frases nas redes sociais?

Karen: Fico até comovida com a definição! Mas não consigo analisar tanto assim. A ideia simplesmente surgiu e tentei colocar em prática. Gosto de tirar fotos nas horas vagas, porém nunca estudei nada relacionado a fotografia ou tenho câmera profissional. Então, o próprio fato de chamar de projeto fotográfico eu considero completamente pretensioso da minha parte, artisticamente falando, (risos). O objetivo sempre foi passar a mensagem e tentar criar essa consciência social com relação a um problema que vivemos no cotidiano. Só isso, (risos).

Poesia Compilada: Vocês poderiam deixar algumas dicas de livros(técnicos ou não), sites para aprender a programar, eventos que irão acontecer pela UFMT/ região, ou alguma outra ideia que queiram acrescentar?

Karen: Como professora, acredito fortemente nas ações que incentivam a disseminação da computação para crianças e jovens (sejam meninas ou meninos). Uma forma bacana de começar a trabalhar com esse público, principalmente pra quem quer por a mão na massa e não tem recursos é o Computer Science Unplugged, que aborda diversos temas da computação para várias faixas etárias sem utilizar dispositivos eletrônicos (completamente desconectado). Então essa é a minha dica para espalhar amor e computação por aí! (risos). Sobre a UFMT, gostaria de divulgar o nosso projeto Meninas Digitais Regional Mato Grosso que tem como objetivo a realização de práticas de caráter motivacional e informativo com alunas de Ensino Médio no estado de Mato Grosso visando a equidade de gênero nas carreiras e cursos das áreas de Computação e Tecnologias da região através do incentivo e promoção da participação feminina.

Em novembro, vamos realizar a Escola Regional de Informática na UFMT e nela vai acontecer uma Mostra de Arte Digital. As submissões estão abertas até setembro para diversas modalidades, desde ilustrações até trabalhos de robótica artística. Apesar do evento ser em Cuiabá/MT, qualquer pessoa pode participar e mesmo que não possa comparecer, podemos expor o seu trabalho, desde que combinado com a organização do evento.

Navio Pirata

Poesia Compilada: E você, Glauce, como começou a participar do ‘Delete o seu preconceito’?

Glauce: Sou aluna da Especialização em Engenharia Web e Governo Eletrônico na UFMT e fui convidada a participar do projeto “Delete o seu preconceito” pela Karen, que tem desenvolvido junto à UFMT várias ações para a inclusão das mulheres nos cursos de Computação e afins.

Poesia Compilada: Eu já escutei ‘você só sabe fazer poesia e artigos, deixa a programação conosco(meninos)’, já achei muito agressivo e para me “vingar” fiz o poema ‘<E daí se sou mulher e programo?>’. Quando você ouviu a frase ‘Computação é como navio pirata: só tem homem e canhão!’ como reagiu?

Glauce: No campus é muito comum estudantes de vários cursos interagirem, promoverem festas juntos e participarem das festas dentro do campus. Nesta época, sentia que essa interação não acontecia naturalmente com as turmas da computação. Quando tentamos promover festas para arrecadar dinheiro para nosso baile de formatura, por exemplo, procurávamos alunos de outros cursos e ouvíamos frases desanimadoras, principalmente relacionados à má fama que tínhamos no campus, como se fôssemos todos “pessoas nerds e feias”, o que não atrairia a atenção de participantes. Acredito que foi nesse contexto que escutei a frase sobre o navio pirata. Era realmente muito desanimador ouvir estas coisas e, como era praticamente adolescente, não sabia lidar com a falta de aceitação no campus. Eu, que sempre amei exatas, passei a não me interessar tanto pelo curso e acredito que este preconceito também teve papel nisto.

Poesia Compilada: Teve outras frases ou situações constrangedoras?

Glauce: Sim, passei também por algumas situações de preconceito no mercado de trabalho. Uma vez, trabalhando com suporte técnico, me prontifiquei a atender um senhor e o mesmo me olhou de cima abaixo e perguntou para o meu chefe se eu daria conta. Me senti muito irada (por que ele sequer perguntou a mim), mas o atendi educadamente. É desanimador que a mulher muitas vezes tenha que provar sua competência com o resultado de seu trabalho, e isso infelizmente não se restringe à área de TI.

Homem para ajudar

Stephanie, aluna de Sistemas da Informação da UFMT e participante do Delete seu preconceito

Poesia Compilada: E você, Stephanie, como entrou para o “Delete seu preconceito”?

Stephanie: a professora Karen junto com a UFMT desenvolvem projetos relacionados a inclusão de mulheres na computação. Então, fui convidada pela professora para participar. Quando fui convidada para tirar a foto fiquei animada com ideia e não esperava toda essa repercussão. Algumas pessoas não acreditam que que existe esse preconceito com meninas na área de TI, acredito que seja porque seu círculo de amizade não é preconceituoso e isso é ótimo!

Poesia Compilada: e esta frase ‘É melhor chamar um homem para te ajudar com isso’, surgiu em qual contexto?

Stephanie: escutei em um dia que estava desenvolvendo trabalhos da faculdade, minha reação foi levar na brincadeira, acredito que seja a melhor opção.

Poesia Compilada: em algum momento já passou pela cabeça desistir do curso?

Stephanie: No começo eu já pensei em desistir do curso, por vários motivos, achava que não era pra mim. Hoje, tenho certeza que é isso que quero. Não trabalhei com programação, mas pretendo.

[S.R.]

30 de julho às 00:33

Canção da Torre Mais Alta

| paint as code with <? as tag
<?Canção da Torre Mais Alta

| paint as comment
<!--  Mocidade presa
      A tudo oprimida
      Por delicadeza
      Eu perdi a vida.
      Ah! Que o tempo venha
      Em que a alma se empenha. -->

| paint as string with echo as code ; as normal
echo "Eu me disse: cessa,
      Que ninguém te veja:
      E sem a promessa
      De algum bem que seja.
      A ti só aspiro
      Augusto retiro.";

| paint as string with $dentro as tag ; and = as normal
$dentro =
      "Tamanha paciência
       Não me hei de esquecer.
       Temor e dolência,
       Aos céus fiz erguer.
       E esta sede estranha
       A ofuscar-me a entranha.";

| paint as class with $fora as tag ; and = as normal
$fora =
      "Qual o Prado imenso
       Condenado a olvido,
       Que cresce florido
       De joio e de incenso";
| paint as normal
       Ao feroz zunzum das
       Moscas imundas.

| paint as tag with Poesia as class Compilada as code
//Arthur Rimbaud
//Poesia Compilada
29 de julho às 18:57

Descrição

| paint as normal with Descrição as tag ( and ) and ! as tag Plutão as blue
 
 
                        Descrição 
 
                    traços de geleiras
                    deslizam sobre a
                    superfície 
                    do
                    seu corpo 
                    (um eterno parodoxo)
                    silhuetas avermelhadas
                    tentam mascarar 
                    seu frio congelante
                    mas apesar de tudo
                    Plutão !planeta
 
| paint as tag with [ and ] and . as string Poesia and Compilada as normal
                // [S.R. - F.T.]
                // Poesia Compilada

Créditos da imagem: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute

19 de julho às 17:17

O Jogo

Por esta você não esperava! Um jogo!

O Jogo - Poesia Compilada

Jogue aqui.

10 de julho às 22:54

De Dry Medeiros

| paint as normal with && and ( and ) and { as tag if as code
if (saudade && amor > orgulho) {
| paint as normal with "Vale and a and pena!" as string } and << as tag endl and cout as class
  cout << "Vale a pena!" << endl;
}
10 de julho às 22:49

De Daniele Melo

| paint as string
<!DOCTYPE html>
| paint as white with charset as #9f9 "UTF-8" as string < and > and / and html and title and meta and head and body and pre and <b> and <i> and </b> and </i> as green
<html>
  <head>
    <meta charset="UTF-8">
    <title>Conversando com a tempestade</title>
  </head>

  <body>
    <pre>
      Deves saber
             <b> então </b>
      Que cada gota de
             <i> paciência </i>
      Revela mares de
             <i> essência </i>
      De um grande
             <b> coração. </b>

| paint as white
      //PoesiaCompilada
| paint as green
    </pre>
  </body>
</html>
10 de julho às 22:48

Uma Análise

Esse tipo de compor poesia tem qualquer coisa de ficção científica, que nos perquire e nos assombra. Fazer pensar, fazer criar, fazer ser: tudo que nos fez humanos e nos distanciou também de qualquer ideia aquém-homem, aquém-humano.

F.G.M.

Este é um pegueno trecho da análise publicada ontem pelo poeta, professor desenhista e filósofo Felipe Garcia.

Felipe, ou F.G.M., é o autor de dois livros de poesia: Frio Forte e Cápsula.

A análise, apesar de breve, trata de aspectos profundos do manifesto e do movimento da Poesia Compilada como um todo.

Confira a análise na íntegra:

O Manifesto da Poesia Compilada – uma apreciação

As artes poéticas surpreendem pela transmutação da realidade e da palavra poética. O novo sempre vem à tona, e podemos nos deparar com um poema até mesmo diante da última tragédia da existência terrena: a extinção. Nenhum evento na história anunciará o fim do poema, pois faz parte da humanidade a criação intermitente que nos lança a si, mais longa que a vida.

Prova indubitável disso é a intervenção literária que vivenciamos em todo nosso imaginário, desde uma situação banal (uma conversa perdida) até mais complexa (a contemplação de uma eternidade fugaz). Com a palavra, o mundo foi inaugurado e, através dela, outros serão descobertos ou criados. Dessa forma, o que podemos apreciar ainda em seu período embrionário – e deveras avançado – é o poema compilado, mais uma proeza da palavra sobre o mundo.

Como representante e efígie do movimento, temos O manifesto da poesia compilada, que inaugura um estilo único, que mescla uma linguagem da informática [o virtual] com a poética [verbo-visual] para compor uma expressão i-r-real. A temática: a vida ou a matrix ou a syntax. A forma composicional: poema compilado. Como dizem os autores que assinam o manifesto, Soraya Roberta e Felipe Tavares, a poesia, nesse sentido, é um loop infinito.

Um dos pilares desse tipo de poema, a ideia de código-fonte, não é tão distante de uma tradição mística e literária, como as grandes buscas da história humana, como o segredo da imortalidade, o sentido da vida, os mistérios do Universo, a síntese de Tudo ou a tapeçaria do Nada. De repente, os neo poetas descobriram formas e maneiras de (de)formar, (re)formar, (re)configurar esse código-fonte, e expandi-lo, colocá-lo em pânico, (re)iniciando tu[na]da-do.

Na aparente simplicidade do projeto lógico-poético do manifesto, há uma filosofia do contemporâneo (a desintegração do sujeito via virtualidades e a busca de uma totalidade fragmentária), além da visão de uma sociedade hiperconectada à internet das coisas, que já não se imagina, como à época do início da era da eletricidade, sem conexão.

Estruturalmente, esse tipo de compor/e perceber poesia dialoga, também, com a tradição poética brasileira, sobretudo quando nos remetemos às construções poéticas dos poetas concretistas, do vínculo dos irmãos Campos e de Pignatari com a semiótica, a tecnologia, e com a morfologia das palavras, considerando as (re)construções e neologismos, a polissemia, os ritmos.

Semanticamente, as implicações do movimento são bastante interessantes. Incialmente, desautomatizando o utilitarismo dos programas, colocando a poesia compilada em liberdade de linguagem, os neo poetas podem liberar aquela visão humanística e inventiva que Steve Jobs tanto lutara por empreender e aplicar em seus produtos. Não se pode prever como o mercado pode absorver tal perspectiva, mas o que os move transcende esse direcionamento castrador e os transporta a desafios inomináveis.

Essa intervenção ousada da dupla aponta para questões cruciais do futuro da humanidade. Por quê? Imagino que um dos maiores desafios da ciência será criar uma autoconsciência nas máquinas, nos robôs, uma sensibilidade. O ato de criar um poema compilado poderá despertar, em uma virtualidade puramente digital, o aspecto inventivo nas máquinas, uma espécie de autoconsciência cibernética, uma volta do parafuso, o humano-máquina de Isaac Asimov será levado em conta à hora de programar e isso poderá mudar nossa relação com o mundo, a vida e tudo.

Esse tipo de compor poesia tem qualquer coisa de ficção científica, que nos perquire e nos assombra. Fazer pensar, fazer criar, fazer ser: tudo que nos fez humanos e nos distanciou também de qualquer ideia aquém-homem, aquém-humano. Já se sabe que a poesia pulou fora da página (não a abandonou), e está alcançando setores que vão além da preexistência efêmera do gênero poético. Ela não abandonou a página, pelo contrário, cada vez mais, como processo simbiótico, o poema assimilou novas linguagens e superou as barreiras enigmáticas da página para abstrair e consubstanciar, da programação, inusitadas formas de ser e de dizer.

A Literatura recebe e assimila mais uma expressão inovadora e dá espaço – cada vez mais – para linguagens diversas, meios e mecanismos concatenados de um jeito intrínseco, dialógico, levando em contas os âmbitos [compilar] e [poetar] sem sobrepô-los, mas integrando-os de tal forma que não se pode separá-los. É poesia-programação & programação-poesia. Onde houver vida, haverá poesia.

F.G.M.
03 de julho às 23:54

Entrevistas!


Introdução

Como vocês já puderam conferir, em nosso blog/manifesto temos a proposta não só de compartilhar poesias compiladas, mas também escrever sobre a área tecnológica, literatura e as pessoas que as constituem. Então pensamos em lançar uma série de reportagens e entrevistas.

Para começar esse ciclo, temos uma maravilhosa entrevista com...

Jessica McKellar

Nossa querida Débora Azevedo fez a tradução da entrevista com a Jessica McKellar, que fiz na Python Nordeste, em Maio.

Como a própria Jessica diz:

I am a startup founder, software engineer, and open source developer living in San Francisco, California.

Sou uma fundadora de startups, engenheira de software e desenvolvedora de código livre vivendo em São Francisco, California.

A Jessica

Da esquerda para a direita: Gabi, Débora, Jéssica, Soraya e Dayane. Gabi, Débora e Dayane fazem parte do PyLadies

A entrevista

Então, aí vai a entrevista, divirtam-se!

Como você teve o primeiro interesse em computação e tecnologia?

Eu não sou uma daquelas pessoas que programam desde cedo. Na verdade eu não paguei aulas de programação até eu chegar à faculdade.

Minha primeira graduação foi em Química, eu tinha vários amigos que estavam buscando graduação em Ciência da Computação e eu tava meio que vendo o que eles estavam aprendendo e vi que eles estavam aprendendo esse toolkit, cheio de ferramentas para resolver vários problemas no mundo, e isso era muito animador pra mim. Então eu paguei algumas disciplinas de Ciências da Computação na faculdade para experimentar e gostei tanto que acabei me graduando nisso. Foi assim que comecei.

Como você conseguiu 1/3 de mulheres na PyCon?

O divertido é que não foi nenhum truque de mágica, e está muito relacionado ao discussão do funil que falei na minha palestra [na Python Nordeste].

Tudo se resume ao topo do funil: ter bastante mulheres submetendo palestras. E se você tiver muitas meninas sumetendo palestras, várias serão aceitas, e assim você tem um terço de palestrantes mulheres.

Foi mais uma campanha para alcançar individualmente centenas de mulheres, as convidando para submeter palestras e auxiliando-­as, oferecendo oportunidades de falar sobre tópicos de palestras juntas, revisando as aplicações. Mas a meta era só ter muitas mulheres submetendo palestras, porque elas dão boas palestras, escrevem ótimas aplicações, tão boas quanto as dos homens, é só ter mulheres o suficiente submetendo. Algumas serão aceitas e outras não, mas o topo do funilestava tão forte, tantas mulheres submeteram aplicações, que você acaba com muitas no“fundo do funil”, muitas que são aceitas.z

É literalmente mandar e­mail para milhares de mulheres, encorajando elas a submeterem algo, é isso.

Como é a sua rotina de trabalho?

Agora eu sou mais uma gerente, passo mais o tempo gerenciando outras pessoas. Eu lidero um grupo de engenheiros no Dropbox que é responsável por desenvolver o cliente desktop do Dropbox, que é feito em Python, e também nossos apps mobile e o site, e isso toma todo o meu tempo.

Você tem alguma mensagem para as meninas que estão começando agora no Ensino Médio ou na Universidade?

Ciência da Computação e programação são tão úteis em tantos domínios que é um grande investimento para qualquer pessoa, nunca é tarde demais pra começar a programar e qualquer pessoa pode fazer isso. E mesmo que você se sinta meio sozinha na sua sala, se você é a única menina, tudo bem, porque vale muito a pena esse investimento em aprender uma habilidade que está com uma demanda tão grande e é tão relevante para tantas áreas diferentes.

Outra coisa que eu quero dizer é que quando você aprende programação, muda o modo como você pensa sobre o mundo, porque você percebe que você pode muda­lo. Você pode fazer software que faz o mundo melhor, e isso muda o jeito que você pensa sobre o que é possível. E isso é algo muito empoderador pra se ter na mente e eu quero que todos experimentem disso, por isso é importante pra mim que todos tenham pelo menos a oportunidade que tive.

Até a próxima!

27 de junho às 01:10

EUAlização

Ontem, no dia 26 de junho de 2015, o casamento gay foi declarado legal! E devido a essa declaração sem precedentes, uma onda de avatares coloridos surgiu nas redes sociais, juntamente com fervorosos comentários comemorando a vitória.

O fato ocorreu na Suprema Corte dos EUA, onde uma votação que terminou em 5x4 determinou a liberdade no sexo do casamento. É uma vitória não apenas para algumas espero-que-apenas-hoje-minorias envolvidas diretamente, mas para todos os humanos, pois é uma vitória para a igualdade entre os indivíduos.

Seria um cenário perfeito, se não fosse por um detalhe (cujo argumento tem alguns problemas). Em 2013, o casamento gay foi legalizado no Brasil. E quando isso ocorreu, numa realidade muito mais próxima de nós que a dos EUA, não houve uma manifestação tão grande.

Não vimos mudança de avatares. Não vimos uma enxurrada de posts sobre o assunto invadindo nossas timelines. Não foi um evento importante.

Será que o centro do nosso mundo não está sob nossos próprios pés? Talvez não, e de fato é isso o que parece acontecer quando observamos esses pequenos fatos (não apenas este em específico, mas muitos outros).

Mas... Qual seria o problema? Talvez não seja tão mal observarmos o mundo sob os olhos de outros... Agirmos sob os olhos de outros... Poderia não haver nenhum problema se não fosse o simples fato que vivemos em uma realidade um pouco diferente.

Isso deveria nos preocupar pois quando vamos falar mal, a primeira realidade que vem a mente é a nossa, não a dos EUA, por exemplo. Por isso, devemos (além de comemorar vitórias como essas) começar também a entender que não só de EUA se vive no Brasil.

Isso dito, é claro que não podemos esquecer que hoje será sempre um dia importante para a humanidade!

| paint as normal with Viva as red o as orange casa as yellow mento as green gay as blue ! as cyan
Viva o casamento gay!

Problemas com a argumentação

  1. talvez se o uso das redes sociais fosse mais difundido em 2013...
  2. talvez as pessoas tenham mudado, e se 2013 fosse 2015...
  3. talvez o governo dos EUA se preocupe mais em divulgar decisões...
  4. talvez a imprensa brasileira estivesse preocupada com outros acontecimentos mais importantes...
  5. talvez...

Quer discutir mais o assunto? Deseja adicionar algum fato? Contra-argumentar? Comente!

19 de junho às 20:55

E Daí Se Sou Mulher e Programo

| paint as code with // as tag ; as normal & as class S.R as tag [ and ] as string
// E daí se sou mulher & programo?;

passo o batom vermelho;
nos lábios;
o negro lápis;
nos olhos;
pego uma caneca de café;
ligo meu notebook;
checo meus;
emails;
aprendo mais uma linguagem;
& vou;
compilando;
sonhos;
em linhas;
que;
bra;
das;
um pedaço da mudança;
para o mundo;
ah! só mais um comentário;
// E daí se sou mulher & programo?;
//[S.R]
19 de junho às 18:00

Título Moderno

| paint as white with // as tag [ and ] as string because and for as code S.R. as tag
//Título Moderno

//O poeta come amendoin
| paint as white with // as tag [ and ] as string because and do and for as code S.R. as tag
ao som do
//Hino Nacional
ao passo que
escuta sua
//Canção de exílio


because

enquanto
//A arte de amar
não for a sua
//Canção de Regresso à Pátria
exortar o
//madrigal melancólico
não deixará de sua
reza diária.

// [S.R.]
// Poesia compilada
13 de junho às 18:02

Um poema e uma ideia

O poema

Para começar, um poema.

| paint as comment
// Women

| paint as normal with = as tag
society = we

| paint as normal with . as tag ( and ) and dress and smile and walk and be and exec as code LIKE_WOMAN as constant woman and society as class
society.exec (

woman.dress(LIKE_WOMAN)
woman.smile(LIKE_WOMAN)
woman.walk(LIKE_WOMAN)
woman.be(LIKE_WOMAN)

| paint as normal with -> as tag TECH as constant woman as class remove_from( and ) as code
woman->remove_from(TECH)

)

| paint as orange with Error as code < and > as tag
Error <7:1>: woman is not an object
Error <7:13>: LIKE_WOMAN is not a macro
Error <12:8>: remove_from is not a valid method for woman

| paint as red
General Society Fault!

| paint as normal with this as code . as tag "FOLT" as string
this.from("FOLT")

Tips para interpretação

General Protection Fault: Erro causado quando um programa acessa a memória de algum outro. Causava tela azul no Windows.

Macro: (da linguagem de programação C) é uma predefinição, construída antes do programa ser compilado.

. e ->: em C e C++, . é usado para fazer referências em um objeto, e -> em um ponteiro.

A ideia

A ideia de escrever este post surgiu quando eu estava verificando os acessos do blog, e vi o seguinte gráfico:

Acessos: Homens x Mulheres

Eu admito que esperava uma diferença bem maior, e de fato fui pego de surpresa quando percebi que a quantidade de acessos ao blog é aproximadamente de

  • 2/5 - Mulheres
  • 3/5 - Homens

Há um lado bom e um lado ruim nestas proporções. O lado bom é que apesar do nosso site ser mais tech, a diferença não é tão gritante. O lado ruim é que ainda há uma diferença, e essa diferença ainda pode ser percebida facilmente.

Um dos fatos que faz com que eu dê tanta importância a essa diferença entre quantidade de homens e mulheres, principalmente na nossa área, é o seguinte gráfico:

Mulheres em CC

A linha vermelha representa a percentagem de mulheres cursando na área de ciência da computação ao longo dos anos. Como se pode ver, essa percentagem tem decrescido de forma significativa desde 1984.

Se a quantidade de mulheres que fazem um curso de ciência da computação tem decrescido desta forma, é um bom sinal que tenhamos apenas aproximadamente 12% de diferença entre acessos por homens e acessos por mulheres no nosso blog. Mas a meta de atingir igualmente ambos os gêneros continua sendo de grande importância.

Toda esta questão revolve ao redor de um único ponto: na nossa sociedade, a computação é tradicionalmente uma área masculina. Enquanto vários outros setores vem se tornando cada vez mais equilibrados, continuamos tendo grandes problemas para conseguir esta igualdade na nossa área.

E para finalizar, uma frase da Karen Spärck Jones:

"Computing is too important to be left to men."

"A computação é importante demais para ser deixada aos homens."

12 de junho às 17:40

Amor Compilado

| paint as normal with for as tag amor as class { and } as code ( and ) as code "" as string print as tag
for de tudo; meu amor; serei atento {
    print ("");
}

| paint as normal with if as tag sem and ver as code amor as class arde and fogo as string
amor = fogo
if sem ver(amor):
    amor.arde()

| paint as normal with eu and br as code < and > and / as tag
<eu te amo>
    para começar a<br>
    <amar-te>
</eu>
12 de junho às 17:35

Iterações

| paint as normal with float and while and continue as tag eu and amor as code 1 as constant
float eu, amor;

while (eu + amor != 1)
  continue;
10 de junho às 11:25

Trecho

| paint as code with // and , and ! and ; and . and : as tag # as white [ and ] as string
                      //Trecho

                Conceição de Azevedo,
                Terra do amor!
                Teu passado fulgente
                Assegura teu valor!
                O teu solo e tua gente
                Bem refletem sob o sol;
                Vida e grandeza!
                Salve Jardim do Seridó.

                #Letra:Eurico Guilherme Caldas
                #Poesiacompilada
                #[S.R.]
06 de junho às 12:40

De Álvaro Tavares

| paint as blue
De tudo ao compilador serei atento
| paint as red
antes, e com tal linkeditor
| paint as green
E sempre, e num loop
| paint as yellow
Que mesmo em face da melhor biblioteca
| paint as orange
Dele se encante mais sua sintaxe
| let felipe be cyan
| paint as felipe
Quero vivê-lo em cada vã função
06 de junho às 12:25

Prayer to Python

| paint as code with # and . and ~ as tag [ and ] as string
#Prayer to Python

Programmed serpent
tell me how to
compile my dreams
In a few
  Bro
  ken
lines
let me taste
your poison
And see if
It really has
Antidote.

#[S.R. ~ D.A.]
#Compiled Poetry
06 de junho às 00:00

Tecnologia & Planos

Aposto que tem muita gente curiosa para saber como tudo isso funciona: o site, o blog... as cores! Vou tentar responder a estas perguntas, se eu deixar alguma dúvida, vai no twitter e pergunta lá!

Poetry.js

poetry.js é uma pequena biblioteca escrita em Javascript que permite adicionar cores com facilidade a páginas web.

Tudo começou quando Soraya procurou alguma solução que permitisse um pouco mais de liberdade na hora de colorir suas Poesias Compiladas, que suportasse caracteres acentuados e que produzisse um resultado de qualidade. Não parecia haver nada parecido disponível.

Nós procuramos criar algo que permitisse um pouco mais de liberdade artística, e daí surgiu a biblioteca & linguagem poetry.js!

O Site

Quando Soraya me falou da ideia de colocar um site no ar contendo todas as ideias das Poesias Compiladas, fui contagiado de imediato! Afinal, para quem gosta de poesia e código, nada soa melhor que isso.

Gostamos de trabalhar diretamente com HTML e CSS e portanto comecei a experimentar com algumas ideias de imediato. Apliquei um pouco de cores e gostei do resultado.

Acredito que o tempo entre Soraya aprovar o layout e o site entrar no ar foi menos de quatro horas! A paixão por passar a ideia adiante quebrou barreiras e aqui estamos nós!

O Blog

Queríamos algo simples para este blog, algo que passasse a ideia de feito sob medida, que inspirasse! Descartamos rapidamente as soluções de blogging dinâmico e partimos para as estáticas.

Ao final, escolhemos uma solução própria, escrita totalmente em C++, o bake. E se você está lendo este post, quer dizer que funciona!

Com o bake escrevemos nossos posts em markdown, e a partir disso todo o HTML é gerado previamente, reduzindo o processamento do servidor ao enviar os arquivos para vocês!

Futuro

Muito mais ainda está por vir! Um screenshot vindo do futuro para dar água na boca:

Poetando

Escrevendo poesia compilada no navegador!

04 de junho às 17:05

Viva o mês de Junho!

| paint as normal with < and > as tag html and head and body and title and br as code / as tag

<html>
<head> <title> E viva o mês de Junho! </title> </head>
<body>

| paint as tag with p as code
<p>
| paint as class with < and > as tag br as code / and == and , and . as tag

Junho ==  pamonha, canjica, milho assado, <br/>
          cozinhado, bolo de milho, <br/>
          fogueira de Santo Antonio, <br/>
          São João e São Pedro, <br/>
          quadrilha junina, foguinhos <br/>
          familia reunida <br/>
          e muito forró <br/>
          pé de serra.<br/>

| paint as tag with p as code
</p>
| paint as normal with < and > as tag html and head and body and title and br as code / as tag

</body>

</html>

| paint as comment with S.R. as code [ and ] as tag

// poesia compilada
// [S.R.]
04 de junho às 16:37

Post Um

Bem vindos ao nosso blog! Poesia compilada, por ser um movimento, não se trata apenas de um site estático... e o movimento que precisamos virá deste blog.

Aqui postaremos dos mais diversos assuntos, mas uma coisa é certa: poesias não faltarão!

Também lhes digo que assuntos interessantes estarão sempre em pauta e vale a pena vir dar uma olhadinha aqui de vez em quando!